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angustiadeviver

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(no subject) [May. 17th, 2006|03:01 pm]
[mood | contemplative]

não! já não escrevo aqui! Ainda por cima tenho muitos trabalhos e só daqui a um mês é que fico de férias. !
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(no subject) [Feb. 24th, 2006|08:48 pm]
Ando a escrever um conto, para concorrer ao concurso da Trofa.
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(no subject) [Jan. 24th, 2006|05:38 pm]
oi
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Puf, fez-se o chocapic! [Dec. 9th, 2005|01:56 pm]
Puf! Há tanto tempo que não parava por cá.
Que raio de cachopa que eu fui.
:)
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(no subject) [May. 10th, 2005|03:30 pm]
http://depoisdamorte.blogspot.com/, a minha nova morada.
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(no subject) [May. 5th, 2005|03:55 pm]
Estive viciada em comida. Ando a comer menos de metade daquilo que comia e continuo a engordar.
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(no subject) [May. 4th, 2005|03:49 pm]
Acredito que qualquer um de nós pode ser santo. É só querer.
Eu quero querer, mas não tenho conseguido. Ando a eliminar os actos, mas o coração continua empenado. Através da minha purificação, comecei a descobrir os caminhos. A minha candeia vai ficando cada vez mais luminosa, e se algum dia se acender por completo, eu adormecerei para sempre nas mãos daquele a quem tanto amo.
Os meus olhos têm descoberto as consequências de brincadeiras, que eu considerava serem infantis. Descobri que andei sempre dopada com sexo, até agora. Ando a tentar descobrir a vida de novo, mas sinto-me enjoada do passado e do presente que escavei para mim própria. Olho para o pátio e vejo que a vida passa por mim e eu não a apanho. As minhas conversas são enixistentes e ninguém compreende que eu sou amputada de ideias, por ter acabado de deixar o vício. Assim como os drogados só sabem o que é que é a droga, sou eu aquela que não sabe o que é falar sem ser com o corpo.
O meu coração precisa de amor, mas não sabe amar. Tem sonhos, mas não sabe voar.
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(no subject) [May. 4th, 2005|03:37 pm]
Vejo muita gente com medo da morte e ainda mais gente que não quer morrer. Eu não faço parte desse conjunto, porque tenho o desejo de experimentar todas as fases diferentes da vida: o nascimento, o crescimento, a adrenalina, o casamento, o acto de dar à luz, a velhice, a aceitação de todas as coisas, a doença, a aproximação do além e a morte.
Penso que ninguém deseja morrer, porque tem a morte como certa. Se pensássemos que existiu gente que nunca morreu e foi levada para junto de Deus com vida, talvez pusessemos em causa o nosso desejo de não morrer ou o medo eterno do incerto.
Se me dessem a escolha entre nunca morrer e a morte com dor, não sei qual caminho escolheria.
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(no subject) [May. 4th, 2005|03:31 pm]
Acabei de fazer um trabalho de grupo. Com ele descobri que é muito difícil escrever bem. É por isso que a partir de agora vou passar a ter muito cuidado com as frases, que é para não me habituar mal.
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(no subject) [May. 1st, 2005|02:26 am]
Agora que me vejo, digo que não gosto das minhas maneiras de criança que nunca corresponderam comigo própria.
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(no subject) [Apr. 28th, 2005|07:01 pm]
Numa humilde choupana, a paciente amiga esperava o velho sábio para o jantar. Sentada na cadeira de balanço, carinhosamente tricotava mais umas peúgas, para ele não passar frio durante a noite. No céu nublado, de uma cinza azulado, ela via as nuvens brancas a passar, devagar. Assim a sua vida passara, desde que conhecera aquele homem velho de conhecimento, que a resgatara à sua antiga juventude de pranto.
Feliz, o homem sábio entrou, pousou o chapéu e começou a contar sobre o seu dia. E a velha senhora, sentada, com o tricô na mão, paralisado, alongava os seus olhos negros, da espera, nas palavras que vinham daquele coração, que ela tanto amava e que tanto necessitava de partilhar com ela.
Os seus olhos negros, da espera, já se tinham acostumado à vida calma, com que ela tanto tinha sonhado um dia ficar. No entanto, no seu mais íntimo sentir, ela ainda esperava o dia do perdão, pelo passado nublado.
E quando a noite caía e as plantações de espigas avermelhavam até que linha por linha desapareciam na sombra que as cobria, num manto de estrelas, os seus olhos negros, da espera, retornavam a brilhar. Por baixo das suas pálpebras de mármore, pousadas na face rosada e macia, ela revia-se como nunca tinha sido um dia, sentindo-se jovem de novo, vestindo um vestido branco, com rendas e bordados. Engraçado, que agora que ela se sentia nova, já ninguém a visse como ela era. Nunca compreendera muita coisa, embora passasse os dias a tentar aperfeiçoar a sua audição, meia perdida e a sua visão que já por vezes lhe falhava.
Era um dia de Verão e ela caminhava, em passo ritmado com os passos daquele seu velho amigo, cansado. Nesse dia, mais uma vez ele trazia aquele chapéu posto, que lhe cobria a visão sábia e iluminada. Era um caminho que ela já tinha percorrido muitas vezes. Tantas, que de tanto por ali passar, já descobrira que nunca ele era igual ao dia seguinte. Ora era cor de fogo, contaminado pela paisagem, que adormecia, por baixo dos montes, ora era cinzento, de uma massa de frio espesso, que custava a trespassar.
Estava calor e se parássemos para ouvir, sem ver as duas figuras coladas, pensaríamos que era apenas um homem a caminhar, de tão ritmados os passos se encontrarem. O seu amigo nunca por ali passara. Para mais, de tanto sol fazer, mal conseguia abrir os olhos. Ela compreendia que ele não via e por isso amparava-o, no que podia, mas aquilo que ela nunca pode compreender foi o que depois disso aconteceu:
O velho parou. Fechou completa e absolutamente os olhos, e disse-lhe: “Ensina-me a atravessar o teu caminho”.
Ora, a mulher pensava que era ela que estava a ser guiada por ele, assim como sempre tinha sido guiada, desde que ele dicipara a sua juventude nublada. Aquele caminho trazia-lhe tão más recordações, que só lhe apetecia fechar os olhos e chorar.
A sua face tornou-se pálida e o seu tom rosado voou para as flores dos campos distantes, na paisagem:
- "Como se pudesse ser ela a abrir os olhos do velho e a guiá-los através daquele caminho que de tanto conhecer, já tinha percebido, que nunca o conheceria… Como podia ele, homem no qual ela confiava a vida, seguir fechando os olhos, no caminho em que era ela que precisava de ser guiada, pois era aquele que ela sempre desejava esquecer, por fazer parte das suas recordações nubladas, que tão mal lhe tinham feito? Como podia ele, que se achava conhecedor de tanta coisa, e a quem ela tinha aberto escancaradamente o coração, não compreender que ou era ele a abrir os olhos e a guiá-la, ou era ela a perder-se no meio do silvado da berma empoeirada? "
Para ela, embora as recordações nunca pudessem passar, todo o ser humano tinha o direito de olhar a vida e o mundo como se fosse a primeira vez. Por isso é que tudo era possível para ela. E era por isso que ela ainda acreditava no seu amigo, através dos seus olhos negros, da espera, para que ele alguma vez compreendesse aquilo em que ela se tinha tornado. Para que ele alguma vez compreendesse que ela não conhecia aquele caminho.
O homem fechou os olhos e agarrou-se, com os braços envolvendo-lhe o corpo, no meio do caminho quente, que ela não conhecia. Ela parou, soltou-lhe o braço e quis explicar-lhe que também não conhecia aquele chão, mas as palavras não lhe saíram e ela voltou-lhe costas e deixou-o só, cego do sol e com o chapéu cobrindo os restos da visão que ainda lhe sobravam.
Agora, sentada na cadeira de balanço, escutando o seu amigo, amado, continuava a esperar que ele a visse como ela se via. Anoitecia e o Inverno começava a chegar. Os seus dedos murchavam e as plantas já não se enfeitavam de flores.
Um dia o regato gelou. A mulher madura, amadureceu sem ser colhida e caiu na neve, como uma flor com as pétalas caídas.
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(no subject) [Apr. 26th, 2005|11:28 pm]
Quanto mais conheço o ser humano, mais o adoro.

http://www.coisasdogomes.blogspot.com/
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(no subject) [Apr. 26th, 2005|09:12 pm]
Alguém já se sentiu indesejável num lugar desejável? Alguém já foi cordealmente expulso, por alguém (a pessoa que mais admiram) com ar de nojo no rosto?
Alguém já se sentiu mandado embora, mas sem palavras, como se tivesse feito o maior mal do mundo, depois de ter esvasiado a alma para alguém?
Senti-me duas vezes expulsa, num espaço de tempo muito curto. Tenho de rever as minhas atitudes.
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(no subject) [Apr. 26th, 2005|05:36 pm]
Gosto de me sentir solta, com os cabelos ao vento, esperando que um dia alguém venha a voar, num cavalo preto e branco. Vai fazer um laço muito redondo, com fio feito de seda e cheiro a alecrim. Vai lançá-lo lá de longe, donde o cavalo de galope virá. E vai conseguir abraçar-me, para sempre, entre a seda e o alecrim.
Gosto de sonhar e não sei se vou querer querer alguém algum dia mais da minha vida. Querer deixa restos de paixão, quando a seda fica laça. Pelos poros abertos da alma, passa um frio tão gelado, que nos faz estalactites e estalagmites por dentro, que à medida que vão partindo fazem lanhos no fogo do coração, que nunca pára de sonhar.
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(no subject) [Apr. 24th, 2005|03:36 pm]
Apetece-me apagar tudo. Desactivar a página, porque ainda não gosto de mim.

As coisas vadias apetecem-me. O meu novo corte de cabelo faz com que eu me sinta mais bonita, mas a minha roupa ainda me traz reminiscências daquilo eu sou.
Porque é que a cega do túnel de S.Bento tem mais histórias para contar sobre a minha vida do que a minha casa?
Quero ensinar-lhe que a felicidade mora lá no alto e está em todo o lado e por isso faço troça de tudo o que a destrói todos os dias, mas as palavras mansas parecem não se conseguir colar às paredes. Escorrem até às fundações e ficam para lá a boiar à tona, tentando sobreviver.

Quero seguir para sempre quem não deseja ser seguido. Sair para o sol que está tão alto e que podia trazer-me novas histórias para contar.
Quero sair do meu mundinho que me faz prisioneira de mim mesma e ainda não consigo fugir.
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(no subject) [Apr. 23rd, 2005|10:38 pm]
Se ao menos as pessoas pudessem ver que a vida é simples e bela, não lhes custaria tanto a tomar decisões.
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(no subject) [Apr. 23rd, 2005|10:27 pm]
Tenho de passar a ler mais. Assim nunca vou escrever nada que me agrade.
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(no subject) [Apr. 21st, 2005|06:35 pm]
http://embalo.blogspot.com/... vejam. É mesmo muito bom.

Não me apetece trabalhar. Estou com sono e sentada em frente a isto e apetece-me sonhar com uma história. Apetece-me ler o Tempo e o Vento, que me aconcelharam e nem isso posso fazer. OLho para o auto-cad e apetece-me acordar dentro da minha casa inventada.
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(no subject) [Apr. 20th, 2005|11:39 pm]
Pela primeira vez na vida, começo a sentir-me saudável. Não é mau. Também não é bom de todo. É só a vida vista através de uma nova bola de cristal. Mais limpa. Novinha em folha.
Ainda não me consigo ver totalmente. Espero que isso venha a acontecer um dia.
Tenho muita pena de ter chegado aqui assim. Com esta história que ainda arrasto nas mãos e que ainda não consigo soltar, por me sentir tão bem encaixada com tanta coisa que vejo.
Pela primeira vez na vida sinto-me pior que alguém e por isso arredada do caminho. Bem, a verdade pode não ser essa, mas que importa o caso. Também não me interessam muito os pormenores. Deixei-os enterrados na berma da minha estrada.
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Os anjos não existem. E se nos tocam, deixamos de existir. [Apr. 20th, 2005|07:15 pm]
O anjo negro, que me desalmou, bateu as asas e voou.
O anjo negro, que enegreceu, era tão claro, que nem percebi que era eu.
Seu olho fransido, costume da noite, achou-me partida, ageitou-me a ferida.
E todo este tempo pensei que eras tu.
O meu anjo negro, que enegreceu, por costume à noite, deixou o que era eu.
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